Privados


Reconstruir um Sindicato de Lutas. Esse é o compromisso que a CHAPA 2 assume com os colegas dos Bancos Privados, Estaduais e de Desenvolvimento. Precisamos de um Sindicato que enfrente de verdade as direções dos bancos privados e públicos, apostando na mobilização das bancárias e dos bancários que têm demonstrado, em sua história, muita disposição para a luta. A CHAPA 2 não tem medo dos banqueiros e não deixará de fazer a luta dos trabalhadores dos bancos privados e avançar em suas reivindicações específicas, por causa dos Interditos Proibitórios. Nos Bancos Estaduais e de Desenvolvimento, a atuação da CHAPA 2 estará voltada para a defesa dos direitos das bancárias e dos bancários, do caráter público das instituições e da busca de novas conquistas.

Aumento do piso salarial - O piso salarial dos bancários está  muito defasado. Hoje o valor é de apenas R$ 1.250,00, pouco mais de 2 salários mínimos. Com esse piso parece que os banqueiros estão com dificuldades. Mas, pelo contrário: os bancos estão lucrando bilhões de reais, explorando todos os dias as bancárias e os bancários com metas inatingíveis e muito assédio moral. Não podemos aceitar que nossa categoria receba tão pouco. Há poucos anos atrás, o menor salário pago aos bancários correspondia a 4,2 salários mínimos. Por isso lutamos pelo piso calculado pelo DIEESE, de R$ 2.194,18.

PLR - Os altos lucros dos bancos são fruto do trabalho das bancárias e bancários de todo país. Por isso lutaremos pelo aumento do percentual nos lucros para os trabalhadores, e pelo aprimoramento dos critérios de distribuição. Lutaremos para que os programas de remuneração próprios não sejam descontados da PLR e que a Participação nos Lucros, prevista em nossa legislação, não seja utilizada como instrumento de gestão para superexplorar os bancários.   

COEs e Mesas da FENABAN - Participar efetivamente das Comissões de Organização dos Empregados de todos os bancos e das mesas temáticas da FENABAN fazendo propostas, realizando as atividades sindicais deliberadas nacionalmente e discutindo as reivindicações de nossa pauta com as bancárias e bancários nos locais de trabalho.

Jornada - A CLT prevê que o bancário deve trabalhar no máximo 6 horas por dia. Isso se tornou lei, com muita luta, ao se provar que o trabalho bancário possui características e riscos que impactam, principalmente, na saúde dos trabalhadores. De uns anos para cá, entretanto, os bancos generalizaram uma prática para burlar a lei: o uso de comissionamento. E o adoecimento na categoria hoje é muito maior que no passado, agravado pela cobrança de metas e assédio moral durante jornadas extensas. O fato de você ter uma comissão ou função não significa que deva trabalhar por oito horas diárias, e muitos conseguem, na justiça, receber a 7ª e 8ª horas trabalhadas. Mas é na luta coletiva que conseguiremos o respeito à jornada de 6 horas para todos os bancários.

Contra o martírio das metas e do assédio moral - Trabalhar em banco hoje significa se submeter a condições de trabalho inaceitáveis com jornadas extensas, pressão e salário insuficiente. Mas o que mais preocupa a categoria hoje são as metas e o assédio moral.
Essas cobranças diárias se tornaram um martírio para as bancárias e os bancários. Muitos estão adoecidos e, pior: alguns sequer buscam tratamento. A CHAPA 2 lutará para acabar com esse modelo de gestão baseado na pressão e no assédio moral para o cumprimento de metas. Retomaremos também o projeto “Bancárias e Bancários pela Vida” para a prevenção nas doenças no trabalho e o acolhimento às trabalhadoras e aos trabalhadores adoecidos.


Emprego - A rotatividade nos bancos é enorme. Através dela as empresas reduzem custos, ao demitir um trabalhador que ganha mais e contratar outro por muito menos. Em 2010, o sistema financeiro contratou 57.450 trabalhadores e desligou 33.418. A remuneração média dos desligados foi de R$ 3.506,88, valor 37,57% superior ao salário médio de R$ 2.188,43 dos admitidos.  As mulheres são as mais prejudicadas, pois recebem menos que os homens tanto na admissão quanto no desligamento. Em muitos países vigora a chamada Convenção 158 da OIT, que proíbe demissões imotivadas. Infelizmente o governo brasileiro ainda não ratificou essa Convenção que tem força de lei. Continuaremos pressionando o governo pela ratificação da Convenção 158 e denunciaremos para a sociedade as demissões arbitrárias dos trabalhadores dos bancos privados de nossa base, com objetivo de inibir tal prática.

A Chapa 2 lutará também por:
- Previdência Complementar
- Plano de Carreira, Cargos e Salários
- Mais saúde e segurança
- Manutenção dos empregos e mais contratações
- Igualdade de Oportunidades entre homens e mulheres e contra qualquer tipo de discriminação de raça, gênero e orientação sexual
- Manutenção de todos os benefícios (cesta alimentação, plano de saúde e odontológico e etc.) para os aposentados
- Auxílio Educação para todos
- Isonomia entre ativos e afastados
- Auxílio Refeição e Cesta Alimentação para os afastados por saúde